“Assim, de repente, sem mais nem menos, existe vida”, escreve Drica Muscat. E, de fato, o que ela faz com seu olhar sensível e poético é captar alguns instantes de beleza que estavam escondi dos na vida cotidiana, à espera justamente de uma cronista que os pegasse e os lançasse ao mundo dizendo “vejam só!”.
Muitas vezes, é dentro de si mesma que a cronista vai encontrar a vida que procura. Acontece uma coisa muito curiosa com a crônica: quanto mais a escrita é pessoal, mais os leitores se identificam com ela. É que reconhecem a sinceridade da cronista, que, ao se expor, consegue mostrar um pouco de cada um de nós.
Por exemplo, quem de nós hoje pode se dizer livre da insegurança e da ansiedade? Drica é muito feliz quando escreve sobre esses temas, porque acaba flagrando o próprio espírito da nossa época. Ela tem ainda o mérito de fazer graça disso, mas nós sabemos que existe sofrimento ali – também o vivemos!
Seu estilo de escrita também vem a calhar com nosso tempo: é ágil, é veloz, como que seguindo o fluxo dos nossos pensamentos. Sua narradora é alguém com uma mente extremamente lúcida e autoconsciente, e que costuma se esparramar em monólogos, quase cartas, em que a poesia sempre chega a níveis elevados.
O mundo que Drica retrata é de indefinições e de busca de sentido, onde mesmo o amor é motivo de confusão.Seja em Paris, seja no Brasil, ela lança um olhar sobre a vida que alcança a nós todos – e isso é coisa de quem sabe a graça da crônica.
Henrique Fendrich
Editor da RUBEM
FICHA TÉCNICA
Crônicas
Formato 13 x 20 cm
Páginas 112
ISBN 978-65-5312-037-2
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R$ 65,00Preço
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