Vemos por aqui instantes efêmeros — tão fugazes, tão gasosos, tão fora do coração e, de alguma forma, eternizados na memória e nos versos deste poeta-amante-da-vida.
Este poeta que neste livro parece querer colecionar momentos, fotografar emoções e sentimentos, que escreve como viajante, observando e coletando materiais orgânicos — muitas vezes ainda pulsantes. Às vezes, guarda um singelo selo —poema pequenino, mas que em duas linhas revela uma filosofia de vida. Outras vezes, amarra o instante em uma carta a um grande poeta que nunca a receberá, mas o que importa?
Nesta sua caixa de relíquias, Gustavo Schmitt garante um cantinho especialíssimo, revestido de veludo vermelho, para o feminino. O feminino que é peça vibrante, que é vivência intensa, que é beleza e ousadia de liberdade. Nos versos do poeta, mulheres são homenageadas e celebradas, talvez por compartilharem com ele as dores e as bênçãos de sentir o mundo pelo intuitivo que em todos nós habita.
Por Clara Baccarin








































