Este conto não é apenas uma história, e sim um sopro de ancestralidade, um convite para sentir o pulsar da vida onde corpo, terra e espírito são uma coisa só.
A Guardiã da Mãe do Corpo nasce da voz de uma mulher que carrega dentro de si o eco das antigas. Rose Ponce escreve como quem reza, como quem acende uma fogueira no meio da noite e conta, à luz da lua, o segredo das mulheres que vieram antes.
Aqui, a palavra é remédio, o ventre é templo, a floresta é casa, e o nascimento é um ato de coragem e fé.
Três mulheres ligadas por um fio invisível, pelo sangue e pela água, pelo fogo e pela lua. E quando a Mulher Jaguar atravessa a porta, o tempo se curva, ela traz a força das matriarcas, o rugido que desperta o silêncio, o gesto que cura aquilo que só o sagrado pode tocar.
Este conto fala de algo que todas as mulheres conhecem mesmo sem saber explicar: o poder de gerar, sentir e curar, além da dor e da beleza de ser corpo, de ser casa, de ser passagem da vida.
Rose nos conduz de volta para esse lugar de origem que é o útero do mundo, e sussurra em cada linha que a terra também é uma mãe e que nossas dores também pedem colo, acolhimento e rezo.
Ler esse texto é como voltar para casa. É sentir o cheiro da madeira, o calor do fogo, o som do rio, o vento que sopra o nome das ancestrais. É lembrar que ainda há uma guardiã dentro de cada um de nós, zelando pela Mãe do Corpo que chora e que floresce em silêncio.
KIOLLA ERRÉNU
FICHA TÉCNICA
Conto
Formato 12 x 18 cm
Páginas 40
ISBN 978-65-5312-054-9







































