A arte poética de Rudá Ventura tem uma grandeza própria, dessas que capturam o silêncio das sementes, os traços de lua no poente, as espumas do mar num vão de areia. Entramos em seus versos devagar e de repente nos vemos inundados por um canto ancestral, como se abríssemos as janelas e as portas de uma antiga catedral, fechássemos os olhos e deixássemos nossos corações sentirem a brisa do mar e o cheiro do vento, como se esquecêssemos do tempo, do espaço e voltássemos a fazer parte de um hino essencial, de um átomo comum que nos irmana com a natureza de tudo. E nesse estado, parece que nossas almas tangenciam a eternidade. Nas palavras dele:

 

(...)

O mundo é tão pequeno

Quando fechamos os olhos

E o tempo é tão curto

Quando enxergamos a eternidade.

 

‘Preamar’ é como um céu estrelado, onde cada estrela tem sua singularidade e brilho e juntas iluminam a escuridão. Como os multiformes raios de sol da aurora, cada qual com seu próprio traço e luminosidade, mas juntos formam uma obra de arte. E como, não poderia deixar de dizer, as ondas do mar, cada uma única, com seus movimentos de vida e morte, e juntas formam o balé das águas salgadas.

 

‘Preamar’, assim, é tessitura, é malha fina, bordado de símbolos, encontro de estações. Uma folha seca na primavera, um fio de noite no dia, um sol forte atrás das densas nuvens, um silêncio gritante que ecoa aos quatro cantos do coração.

 

Um livro engajado com o humano e que protesta pela vida.

 

(...)

Que silêncio dissonante em meu peito jaz,

Neste prumo que minh’alma arqueja,

Pelo anseio que me apressa afora.

Que silêncio penetrante se acosta agora!

Este tempo envolto faz do mundo um cais.

 

 

Preamar faz parte da Coleção Poetas Essenciais.

A ideia dessa coleção é apresentar, para leitores brasileiros, autores que divulgam seus versos nas redes sociais, têm um trabalho poético relevante, mas ainda não se consagraram como escritores; muitos deles, estreiam seus primeiros livros de poemas nesta coleção.

 

São poetas essenciais porque tocam o humano, expõem a alma/substância interna/vísceras em versos. São poemas em que o conteúdo poético fica à flor da pele, acessível aos corações. São poemas em que a forma é instrumento para desnudar a alma, para revelar o íntimo; por isso essenciais.

 

Nessa coleção, a essência precede a existência. No entanto, o poema (corpo) existe para que a essência saia do silêncio.

Preamar

R$30.00Preço

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