Este livro é uma navegação rumo aos confins da linguagem.

 

Filha de mãe poeta e pai escritor, Mariana Portela professa paixão congênita pela literatura, porque “viver sem paixão é tortura”, num mundo onde os seres sofrem de um “estarrecedor medo de viver”.

 

Habitante de uma Lisboa mítica, atemporal, a cronista-cronauta brasileira reverencia seus numes (Pessoa, Camões, Baudelaire, Rimbaud, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Vinicius, Florbela Espanca, Manoel de Barros, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos), gestando uma profusão de axiomas pregnantes (“O português é a pátria que venero”), em luta perene “contra o universo estrondoso do efêmero”. Flâneur cósmica, saúda sua ancestralidade eletiva (“cresci com os mitôma- nos abençoados”), convicta de que “a arte é uma casa que resiste às tempestades da vida ordinária”. Em estilo epigramático e fluente expressão luxuriosa, em que ressoa, por vezes, um doce acento luso, a autora celebra descobrimentos cotidianos, persegue epifanias e busca exprimir o indizível, pois “preciso das palavras para elaborar as sensações”. Imersa em poesia, filosofia e até na psicanálise junguiana, ela perfaz sua circunavegação em torno do estar no mundo. Há muito o que descobrir e fruir nessa travessia literária de Mariana Portela.

 

Navegar é preciso, viver é fictício. Cumpre enfrentar as fúrias da profundeza, sem culpa da alegria, com pleno deleite de existir. Ao fim e ao cabo, “ninguém vive daquilo que é”.

 

Luiz Roberto Guedes

Viver é fictício

R$35.00Preço

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